O Festival  “CANTA DEL REI”  é um encontro anual de corais, realizado no Brasil na cidade histórica de

São João del-Rei/MG. Criado no ano de 2010, tem como os principais objetivos:
– Promover o intercâmbio musical através da troca de experiências entre os corais participantes.
– Trazer lazer e cultura de qualidade e de forma gratuita para os moradores da cidade e região.
– Divulgar o trabalho de um compositor Brasileiro.

ATENÇÃO!

 INSCRIÇÕES ABERTAS!

Homenageada:

Chiquinha Gonzaga

Compositora, pianista e regente brasileira

Biografia de Chiquinha Gonzaga

Chiquinha Gonzaga (1847-1935) foi uma compositora, pianista e regente brasileira, a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil combinando o popular com o erudito. Foi a autora da primeira marchinha de carnaval “Ó Abre Alas”.

Em 87 anos de vida Chiquinha pagou caro com o preço da liberdade em uma época em que as mulheres não tinham o direito de pensar e agir por si mesmas, mas a compositora não se intimidou com as afrontas dos críticos de seu tempo.

Francisca Edwiges Neves Gonzaga, conhecida como Chiquinha Gonzaga, nasceu no Rio de Janeiro no dia 17 de outubro de 1847. Era filha de José Basileu Alves Gonzaga, primeiro-tenente, de família ilustre do Império, e Rosa Maria Neves Lima, solteira, filha de uma escrava.

O nome de Chiquinha foi escolhido por sua mãe, em homenagem a São Francisco e Santa Edwiges, depois que sofreu muito com o parto da filha. Seu pai era filho de Joana Perpétua da Costa Gonzaga, parente da avó paterna do Duque de Caxias, portanto, a família relutou muito com seu casamento com Rosa, moça sem recursos e mestiça.

Chiquinha recebeu a mesma educação dada às crianças burguesas da época. Estudou português, cálculo, francês e religião com o Cônego Trindade amigo da família. Desde criança mostrou interesse pela música. Foi aluna do maestro Lobo. Com 11 anos estreou como compositora com uma cantiga de Natal intitulada “Canção dos Pastores”.

Casamentos

José Basileu pretendia transformar a filha em uma brilhante dama da corte de Dom Pedro II. Para melhor preparar o casamento da filha, teria legalizado sua união com Rosa e, reformado os registros de batismo dos seus quatro filhos.

No dia 5 de novembro de 1863, com dezesseis anos, Chiquinha Gonzaga casou-se com Jacinto Ribeiro do Amaral, rico proprietário de terras cultivadas, criador de gado e oficial da Marinha Mercante, oito anos mais velho que ela. Chiquinha ganhou, de seu pai, um piano de presente de casamento.

Chiquinha, com um gênio forte e decidida, continuou sua dedicação ao piano compondo valsas e polcas para desagrado do marido. Em 1864 nasceu seu filho João Gualberto e, no ano seguinte nasceu Maria do Patrocínio.

Em 1865, Jacinto tornou-se sócio do Barão de Mauá para exploração do navio São Paulo, fretado pelo Governo, para o transporte de escravos, armas e soldados para a Guerra do Paraguai.

Chiquinha foi obrigada a acompanhar o marido em algumas viagens, mesmo insatisfeita com a situação de viajar reclusa em seu camarote, pois as ordens do marido era que ela não se envolvesse com música. Porém ela insistia na música e, as brigas do casal eram constantes.

Chiquinha resolveu então voltar com o filho para a casa de seus pais, onde havia ficado sua filha Maria. Não tendo apoio da família e descobrindo que estava grávida voltou a viver com seu marido. Em 1867 nasceu seu terceiro filho Hilário, mas o casamento durou pouco tempo.

A partir daquele momento a casa de José Basileu fechou definitivamente as suas portas. Para a família ela foi declarada morta. Sua filha Maria continuou sendo criada pelos avós, como se não tivesse mãe. Chiquinha passava a ser um perigoso modelo de moralidade para a menina. Hilário, com oito anos, foi criado por uma tia paterna. Ficou apenas com João Gualberto.

Após a separação, a música voltou a fazer parte da vida de Chiquinha. Depois de pouco tempo passou a viver com o Engenheiro João Batista de Carvalho Júnior, amante da música e da dança. Levando seu filho João Gualberto, o casal foi morar em Minas Gerais, onde o engenheiro foi encarregado de construir a estrada de ferro Mogiana.

Fotogaleria